sexta-feira, 31 de outubro de 2008
sábado, 11 de outubro de 2008
Pffff
E depois há dias assim... como algodão doce. Sem a parte do doce, só algodão , que em menos de nada se desfaz na boca, se desfaz nisso mesmo... Como as natas do céu... mas sem o céu... só as natas, daquelas que tiro delicadamente do leite, mas dessas não porque não o gosto quente. Como os marshmallows, mas sem a parte do mallow porque a planta se apresenta doce. Talvez como... talvez como dias pfff, dias sem... dias nada... dias só... Só dias, só datas, só numeros que só são números... só frases que são só letras amontoadas, só filmes que são só videos amadores, tudo, tudo isto num countdown frenético mas ao contrário, enquanto o compasso de espera se apresenta lento, mas só por dentro, porque por fora rasga... descose e são só linhas, linhas muitas, linhas mortas, linhas... só linhas... e eu não tenho jeito nenhum para a costura
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Dia nr igual
Mais uma semana arrumada na gaveta. Deita.se fora a chave e a vida continua. Desces as escadas, já não contas os degraus. Sobes a rua, viras a direita. Contornas mais uma velhinha assassinada enquanto assobias o novo sucesso original, ou não, do grande tony. Mais uns passos, mais um olhar de desprezo ao mendigo das segundas-feiras de manhã da esquina ao fundo. Retiras do bolso o Olá já gasto de todos os dias e cumprimentas a custo a gorda do café. - uma bica e um copo de àgua. Já não sai o por favor, até porque a gorda está lá é para trabalhar e a boa educação já não te cabe no dicionário. Já cá fora, retiras o jornal debaixo do braço, soltando mais umas gotas de orgulho pelo sucesso do roubo das letras. Saltas a primeira página, a segunda... avanças até ao Desporto que mortes, assaltos, furacões e terrorismo já não tem nada de última hora. Ora bem, aqui está - o Glorioso até nem perdeu - e o dia tem tudo para correr pelo melhor. Está quase na hora da missa, que um pouco de devoção nunca faz mal a ninguém... e queira Deus que lá esteja o Manel para ir beber uns canecos e jogar uma sueca ao fim da tarde.
Trabalhar... isso é para quem deve à inteligencia, até porque o subsidio é uma miséria mas dá para cultivar a barriguinha.
Já se faz tarde o melhor é voltar para casa, a Maria já deve ter chegado... está na hora de jantar mas sem antes esquecer mais umas nódoas negras.
Boa noite... que amanhã será igual
Trabalhar... isso é para quem deve à inteligencia, até porque o subsidio é uma miséria mas dá para cultivar a barriguinha.
Já se faz tarde o melhor é voltar para casa, a Maria já deve ter chegado... está na hora de jantar mas sem antes esquecer mais umas nódoas negras.
Boa noite... que amanhã será igual
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Jazz em tons de azul
Vão nascendo... como campos flutuantes de luz que gira para nos encontrar, enquanto toda a cidade adormece. Lá ao fundo... vai.se desenhando o palco, desta vez só nosso, das nossas canções. Porque a Praça é nossa, a Praça e toda a música condensada. O contrabaixo azul inicia descontroladamente o solo dos que não estão sozinhos e ficamos ali... sentados naquele piano já sem teclas e a ver a noite, enquanto ouvimos os dias dentro de nós. Porque não são precisas multidões, não são precisos copos altos com liquidos transparentes, não são precisos acessórios... Porque gosto de ti sem distracções... Porque bastamo.nos nós... a nossa Praça... e todas as canções...
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