Quatro quartos da laranja!! Nas cruzadas de ontem tiras eram gomos e não percebi muito bem se falávamos de tangerinas. É por isso que nos enganam os sinónimos. Trouxesse.mos todos um dicionário no bolso e seria Babel anyway. Perdoem os estrangeirismo... soa tão melhor em inglês! ou então não. Somos todos uma cambada de patrióticos do nada...
Nas janelas, a pátria pendurada e os peitos a rebentar de orgulho. Viva Portugal!!
Façam.me um favor agora. Escondam as bolas, apaguem os relvados!! O que resta?
Viva o estrangeiro que é melhor, que a vida aqui está dificil e a politica não passa de promessas. Somos grandes, ah peço desculpa, fomos grandes, agora não. Quer dizer... tragam as bolas, que isto sem futebol não tem piada!
um quarto
dois quartos
três quartos
e agora recomeça
perdoem.me a metáfora inicial...o jogo dura 90 min
sábado, 16 de agosto de 2008
Paisagens de dentro
Afastas as cortinas vermelhas e percebes. A chuva certinha tem uma certa piada. Mas é tão melhor o carrossel de sois. Daqueles pequeninos e quentinhos que te gritam "benvinda a casa!". Tantas janelas... os mesmos vidros sujos, as mesmas paisagens mudas. Terceiros andares, rés do chão, o topo do mundo. Mas sempre os mesmos sóis. Porque esses moram cá dentro e ninguem os pode apagar do horizonte.
Venham! Fechem as janelas, corram as persianas, tapem.me todas as vistas, firam.me e ceguem.me se quiserem.
nunca hão.de me conseguir vendar por dentro!
Venham! Fechem as janelas, corram as persianas, tapem.me todas as vistas, firam.me e ceguem.me se quiserem.
nunca hão.de me conseguir vendar por dentro!
segunda-feira, 21 de julho de 2008
mataram a criança..
Sorte quente, sorte longe...
Contornos de gente que rebola
Salta e desafina e cai.
Já não canta... desiste
Rodopia entre os corpos e expira.
Expira a vida, respira o mofo
Abraça a morte, encontra o espaço.
Já não retorna...renasceu
Contorce.se em dor e sorri.
Riso fundo, riso triste... riso morto...
Cresci!
Contornos de gente que rebola
Salta e desafina e cai.
Já não canta... desiste
Rodopia entre os corpos e expira.
Expira a vida, respira o mofo
Abraça a morte, encontra o espaço.
Já não retorna...renasceu
Contorce.se em dor e sorri.
Riso fundo, riso triste... riso morto...
Cresci!
Puzzle
Ontem disseram.me que estava apaixonada. Logo eu que sempre pensei que se me apaixonasse seria a primeira a saber. Disseram.me que se não sabia era porque não conseguia ver o óbvio. Porque se notava na minha cara, porque falava de ti como se fosses a peça que falta no meu puzzle. Mas como quem me conhece sabe, eu não gosto de puzzles, acho.os tremendamente aborrecidos, embora admire muito a paciencia de quem os monta. Talvez por isso não perceba que isso das peças pode ser na vida e que guardas contigo as que me faltam. Talvez um dia, numa tarde quente como a de hoje eu decida virar todas as peças para cima e tudo comece a fazer sentido.
Mas hoje está demasiado calor...
E a liberdade sabe melhor.
Mas hoje está demasiado calor...
E a liberdade sabe melhor.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
"Amor Fon Fon Fon"
Mais uma página, mais uma página enquanto puxas de mais um cigarro.
- Não há muito que ler aqui...- sussuras entre dentes na esperança que alguém te ouça.
Louco?
Efectivamente!!
Com todo direito a se-lo!!!
"- Que se lixe o romantismo!"
- Não há muito que ler aqui...- sussuras entre dentes na esperança que alguém te ouça.
Sabes que o livro está em branco, conheces de cor as folhas mortas de palavras. Mas continuas, uma página, depois outra, até que chegas ao fim.
Novo dia...Recomeças...
Até que chega a hora, em que o tempo já te roubou todo o tempo, levantas.te da cadeira de rodas, corres, abres a porta, rasgas as folhas, e mostras a todos que o louco que vive numa cadeira de rodas, que le o mesmo livro sem palavras todos os dias é bem mais que isso.
Novo dia...Recomeças...
Até que chega a hora, em que o tempo já te roubou todo o tempo, levantas.te da cadeira de rodas, corres, abres a porta, rasgas as folhas, e mostras a todos que o louco que vive numa cadeira de rodas, que le o mesmo livro sem palavras todos os dias é bem mais que isso.
Louco?
Efectivamente!!
Com todo direito a se-lo!!!
"- Que se lixe o romantismo!"
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