domingo, 18 de maio de 2008

Puzzle

porque não é como nas canções e a depressão não anima. Porque choro quando leio, porque escrevo antes mas tenho menos coragem de enviar, porque depois já não sonho porque não durmo. O puzzle é demasiado grande, ou a minha cabeça demasiado pequena para o completar. sei algumas coisas, não muitas, algumas pequeninas quase sem força, mas depois por segundos erguem.se e tornam.se maiores que tudo e as certezas valem o que valem no momento., porque em mim não permanecem. Gostava de falar, gostava de perceber tudo para conseguir explicar, gostava que tudo dentro de mim fizesse sentido, mas não consigo, não faz, não encaixa. depois dilui.se e OS silencios matam.me por dentro.

Bom dia *

domingo, 20 de abril de 2008

bahh

Porque não existem destinos nem caminhos... porque somos assim como se tudo fosse papel.. e depois chove, chove certo, chove frio...
Apertas a cabeça contra a almofada, mas o sono não desce... descem as horas em que os olhos mais abertos que o que tens dentro não te deixam ver.
E então apetece.te gritar e mudar tudo o que és, mudar o que gostas... mas é tudo mais dificil quando não podes escolher... e ficas acordada, aumentas o volume e permaneces... afastas o sono e nem a noite deixas entrar...

Porque às vezes não há nada de mágico em sonhar...

quarta-feira, 9 de abril de 2008

todo o tempo do mundo

talvez uma mistura de passados, revoltas, convulsoes mentais e desalinhos. ja nao faço perguntas esquivo.me das respostas e sou a unica que resiste ao acreditar. sei que estas ai, sei que te ris quando me rio sei k me olhas e sussurras baixinho "nunca mudes miguinha nunca mudes". fazes.me falta sabes... tanto por fazer, tanto por cumprir... as rotinas voltam, esquecem.se as lembranças... passa a tempestade. e deixamos de gostar, deixamos de o dizer, voltamos ao "n tenho tempo", aos "hoje estou cansado". Sabes... hoje sei, que agora sim... o tempo é nada.

E já que o amanha nao existe PARABENS miguinho... parabens... e kd trincares as velas... pede para voltar...

terça-feira, 25 de março de 2008

Livros velhos

E o sono não vem.... Ouço ao fundo ainda o saxofone e as vozes abafadas por entre as cordas... uma delas já partida. Tanto espaço... tão pouca dimensão, a ilusão óptica remete.se para universalidade do som e somos juntos. Mas como às vezes sabe bem ser sozinho o melhor é fugir. Um fugir sem correr, como se delicadamente deslizassemos para um lado que não o de dentro. Mas depois enquanto sorrateiramente nos despedimos sem o fazer, novos vultos, novos fantasmas, menos medo é certo, mas permanecem os efeitos, não da poesia mas dos livros velhos que pensava deixar de ler. Depois como se não bastassem os sismos interiores, cai.nos o mundo em cima como se fossemos herois, mas como não somos, acabamos esborrachados contra o céu, a pensar que o céu parecia uma coisa bem mais confortável quando visto de longe. Mas de perto é tão escuro que não se ve nada... as estrelas.. essas são tao claras que cegam e de repente desejamos não ver a luz... e agora? O melhor mesm era adormecer... mas o sono ganhou vida e teima em não vir....

domingo, 16 de março de 2008

Mãos que sujam

Como plasticina...
Branca.... Abre as mãos e rodopia...
Estica, mas não parte, envolve, toma forma,
Quase perfeita quase nua, quase só...

Contorce e cria... anula o espaço e desconcentra,
Remove o excesso e quase... mas não...

Enrola de novo... bolinha pequenina... quase branca...
Molda, aperta, define as formas e sorri.
Está pronta... perfeita!!

Já não é branca...