quarta-feira, 9 de abril de 2008

todo o tempo do mundo

talvez uma mistura de passados, revoltas, convulsoes mentais e desalinhos. ja nao faço perguntas esquivo.me das respostas e sou a unica que resiste ao acreditar. sei que estas ai, sei que te ris quando me rio sei k me olhas e sussurras baixinho "nunca mudes miguinha nunca mudes". fazes.me falta sabes... tanto por fazer, tanto por cumprir... as rotinas voltam, esquecem.se as lembranças... passa a tempestade. e deixamos de gostar, deixamos de o dizer, voltamos ao "n tenho tempo", aos "hoje estou cansado". Sabes... hoje sei, que agora sim... o tempo é nada.

E já que o amanha nao existe PARABENS miguinho... parabens... e kd trincares as velas... pede para voltar...

terça-feira, 25 de março de 2008

Livros velhos

E o sono não vem.... Ouço ao fundo ainda o saxofone e as vozes abafadas por entre as cordas... uma delas já partida. Tanto espaço... tão pouca dimensão, a ilusão óptica remete.se para universalidade do som e somos juntos. Mas como às vezes sabe bem ser sozinho o melhor é fugir. Um fugir sem correr, como se delicadamente deslizassemos para um lado que não o de dentro. Mas depois enquanto sorrateiramente nos despedimos sem o fazer, novos vultos, novos fantasmas, menos medo é certo, mas permanecem os efeitos, não da poesia mas dos livros velhos que pensava deixar de ler. Depois como se não bastassem os sismos interiores, cai.nos o mundo em cima como se fossemos herois, mas como não somos, acabamos esborrachados contra o céu, a pensar que o céu parecia uma coisa bem mais confortável quando visto de longe. Mas de perto é tão escuro que não se ve nada... as estrelas.. essas são tao claras que cegam e de repente desejamos não ver a luz... e agora? O melhor mesm era adormecer... mas o sono ganhou vida e teima em não vir....

domingo, 16 de março de 2008

Mãos que sujam

Como plasticina...
Branca.... Abre as mãos e rodopia...
Estica, mas não parte, envolve, toma forma,
Quase perfeita quase nua, quase só...

Contorce e cria... anula o espaço e desconcentra,
Remove o excesso e quase... mas não...

Enrola de novo... bolinha pequenina... quase branca...
Molda, aperta, define as formas e sorri.
Está pronta... perfeita!!

Já não é branca...

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Adeus

Ha pessoas e ha gente entre os que pensam que são. Ha o espaço por entre os pes que descalça a alma, e ha também o adeus.
Hoje digo.te adeus, hoje, nao porque tem que ser mas porque quero. Hoje digo.te que te amei um dia, mas do que talvez os dias consigam medir, mais do que alguma vez possas pesar.
Amei.te descontrolada e incondicionalmente. Mas não soubeste carregar contigo esse amor, não conseguiste embalá.lo ao som do teu, pergunto.me se não seria a tua música demasiado baixa. Houve momentos em que consegui ouvi.la, talvez porque o querer era maior que tudo e quando se quer quase se ouve. E quando ouvia, ou pensava que ouvia os meus sorrisos desprendiam.se porque eu era feliz, as vezes por pequenos segundos mas era....
e era mesmo sabes? hoje acabou... acordei leve... como se o dia me dissesse que consigo ser maior que o eu sozinha a desesperar por ti.
Gostava que soubesses que nao me arrependo de nada. A dor desmaia e lembra as gargalhadas... e foi isso que fiz por não esquecer, embora hoje não me importe se me lembro ou não, porque renasci.
Aprendi contigo que nao se fazem planos, que pode ser tudo tao frágil como o amanha, que quando apenas um lado segura a chuva acaba sempre chover...e choveu... choveu tanto, que se soubesses tinhas vindo so para nao me deixares afogar. Quase morri... quase senti a agua a entorpecer.me os sentidos enquanto esperava... mas cansei.me de esperar.
Hoje rio.me de pensar um dia k pude esperar. Porque nao se espera por quem sabemos que nao vem. e no fundo sabia k nunca virias porque sempre deixas.te de vir.
A tua vida é assim... como se vagueasses por entre os pes... e é por isso que sinto a tua alma descalça, porque nunca consegues andar.
Ja eu ando demais... gosto de correr e sentir o vento contra mim, corro com toda a força e faço.lhe frente. Nao desisto, do que sei que pode ser melhor.. ja de ti desisti...
Hoje sou eu novamente!
Um eu sem ti... sem o teu fantasma sobre mim, porque sou maior.
E hoje digo.te adeus... um adeus despreocupado, um adeus resoluto e decidido.

Adeus soninhos, porque sobre ti adormeci!

domingo, 13 de janeiro de 2008

Napalm? É criança...

Os passos...
Quietos soldados de um futuro feito
Em nós... Entrelaçam mãos em recortes de jornais
que quase desfizeram palavras...
As que não dizemos com medo de cair.

A preto e branco...
Dois, um, quase nada e quase o mundo
Cinzento... Quase frio... vidro cortante que rasga, fere
e dói os cantos nossos...
Os pequeninos que guardamos redondos nos sorrisos calados.

Napalm...
Brisa suave de um canto que morre
e já... Nada nem ninguém, passa, cala, geme, grita...
Já não há espaço... já não se ouve o chão...